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quarta-feira, 14 de maio de 2014

EXPRESSÕES CURIOSAS UTILIZADAS NA LÍNGUA PORTUGUESA

Pôxa, vida, quanta demora, não é mesmo, queridos leitores?

Ai, como eu quero férias, descansar, ficar sem fazer nada, mas como não posso, tenho que me conformar e continuar trabalhando, trabalhando e sonhando com esse momento tão almejado.

Vocês devem estar pensando: Férias? Mal acabou o primeiro semestre e ela já está cansada? Pois é! Mais uma vez desculpem-me pela demora em atualizar o blog...fico com a consciência pesada por não dar a atenção que eu gostaria e sei que vocês merecem, leitores e leitoras.

Mas, vamos ao assunto de hoje.


Remexendo aqui meus arquivos, vi uma mensagem que enviei ao blogueiro Osmar Filho (http://osmarfilho.blogspot.com.br/) e de volta, a sugestão dele para que eu publicasse em meu blog as curiosidades que seguem abaixo. 

Bem, nós muitas vezes usamos algumas expressões curiosas e, nem imaginamos a origem delas. É interessante descobrirmos, pois geram muitas surpresas, algumas são realmente impactantes.

Vamos lá, então, "escafuncharmos" a origem de algumas expressões tão utilizadas em nossa Língua.


EXPRESSÕES CURIOSAS NA LÍNGUA PORTUGUESA


JURAR DE PÉS JUNTOS: 


Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu. A expressão surgiu através das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado pra dizer nada além da verdade. Até hoje o termo é 

 
MOTORISTA BARBEIRO: 


Nossa, que cara mais barbeiro! No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também, tiravam dentes, cortavam calos, etc., e por não serem profissionais, seus serviços malfeitos geravam marcas. A partir daí, desde o século XV, todo serviço malfeito era atribuído ao barbeiro, pela expressão "coisa de barbeiro". Esse termo veio de Portugal, contudo a associação de "motorista barbeiro", ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira... 


 
TIRAR O CAVALO DA CHUVA: 

 
Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje! No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: "pode tirar o cavalo da chuva".  Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.


À BEÇA: 


O mesmo que abundantemente, com fartura, de maneira copiosa. A origem do dito é atribuída às qualidades de argumentador do jurista alagoano Gumercindo Bessa, advogado dos acreanos que não queriam que o Território do Acre fosse incorporado ao Estado do Amazonas. 

 
DAR COM OS BURROS N'ÁGUA: 


A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul ao Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado pra se referir a alguém que faz um grande esforço pra conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo. 

 
GUARDAR A SETE CHAVES: 


No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de joias e documentos importantes, da corte, através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino. Portanto eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico atribuído a ele, desde a época das religiões primitivas. A partir daí começou-se a utilizar o termo guardar a sete chaves pra designar algo muito bem guardado...


OK: 


A expressão inglesa "OK" (okay), que é mundialmente conhecida pra significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, no EUA. Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam numa placa "0 killed" (nenhum morto), expressando sua grande satisfação, daí surgiu o termo "OK". 

 
ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS: 


Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas enforcou-se  em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou por  entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição. Nunca ninguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir daí surgiu à expressão, usada pra designar um lugar distante, desconhecido e inacessível.


PENSANDO NA MORTE DA BEZERRA: 


A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou se lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.


PARA INGLÊS VER: 


A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim, essas leis eram  criadas apenas pra inglês ver. Daí surgiu o termo. 

 
RASGAR SEDA: 


A expressão que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, surgiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Pena. Na peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão pra cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça percebe a intenção do rapaz e diz: Não rasgue a seda, que se esfiapa. 

 
O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER: 


Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D’Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel.  Foi um sucesso da medicina da época, menos pra Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou pra história como o cego que não quis ver.


ANDA À TOA:

Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está à toa é o que não tem leme nem rumo, indo pra onde o navio que o reboca determinar.

QUEM NÃO TEM CÃO, CAÇA COM GATO: 

Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, se adulterou. Inicialmente se dizia
quem não tem cão caça como gato, ou seja, se esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos. 


 
DA PÁ VIRADA: 


A origem do ditado é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada pra baixo, voltada pro solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo Homem vagabundo, irresponsável, parasita.


NHENHENHÉM: 


Nheen, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os indígenas não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a falar, falar, falar ("nhen-nhen-nhen").
 

 
VAI TOMAR BANHO: 


Em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore pra limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com frequência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem
tomar banho. 

 
ELES QUE SÃO BRANCOS QUE SE ENTENDAM:  



Esta foi das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século XVIII. Um mulato, capitão de regimento, teve uma discussão com um de seus comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português... O capitão reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara. Como resposta, ouviu do português a seguinte frase: "Vocês que são pardos, que se entendam". O oficial ficou indignado e recorreu à instância superior, na pessoa de dom Luís de Vasconcelos (1742-1807), 12° vice-rei do Brasil. Ao tomar conhecimento dos fatos, dom Luís mandou prender o oficial português que estranhou a atitude do vice-rei. Mas, dom Luís se explicou: Nós somos brancos, cá nos entendemos. 



A DAR COM O PAU: 


O substantivo "pau" figura em várias expressões brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios negreiros. Os negros capturados preferiam morrer durante a travessia e, pra isso, deixavam de comer. Então, criou-se o "pau de comer" que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros jogavam sapa e angu pro estômago dos infelizes, a dar com o pau. O povo incorporou a expressão. 

 
ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATE ATÉ QUE FURA: 


Um de seus primeiros registros literários foi feito pelo escritor latino Ovídio (43 a.C.-18 d.C), autor de célebres livros como "A arte de amar" e "Metamorfoses", que foi exilado sem que soubesse o motivo. Escreveu o poeta:
A água mole cava a pedra dura. É tradição das culturas dos países em que a escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase pra que sua memorização seja facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio, portugueses e brasileiros.
 

Pois é, Osmar Filho, seu pedido é uma ordem, blogueiro! Pedido feito, pedido acatado, assunto postado! Rimou, não foi? Rss.

Fica aqui, o pedido a vocês, queridos leitores e queridas leitoras. Se vocês tiverem alguma sugestão de assunto, alguma opinião a dar, alguma curiosidade, denúncia, enfim, qualquer coisa podem mandar e-mail ou comentar aqui mesmo, pois esse espaço é de vocês também, certo? Podem fazê-lo que eu acatarei, assim como o fiz nessa postagem. 


CARPE DIEM!!!

terça-feira, 19 de junho de 2012

QUAL O PORQUÊ DOS PORQUÊS??

Olá, queridas e queridos leitores desse blog.

Hoje o nosso assunto diz respeito às dicas de português; desta feita, o EMPREGO DOS PORQUÊS,  a pedido de meu sobrinho Thiago. Depois que ele leu a postagem do emprego de ONDE E AONDE (clique aqui para ver a postagem: http://tomprosaico.blogspot.com.br/2012/06/dicas-de-portugues.html). ele achou tão fácil aprender da forma como postei aqui, que pediu que eu fizesse o mesmo com o emprego dos porquês. Bem, vou tentar.


É comum as pessoas se confundirem quanto ao uso dessas palavras...também, quem mandou a gramática portuguesa criar tantas opções? Rssss.
Vamos lá!
Há quatro possibilidades para o emprego dos porquês. 

1ª: Por que (separado e sem acento) - Usa-se no início de frases interrogativas diretas ou no meio de frases interrogativas indiretas.
O emprego do por que pode ser resultado da junção da preposição por + pronome interrogativo ou indefinido que. Nesse caso, terá o significado de "por qual razão" ou "por qual motivo".
Ex.: Por que eu tenho um blog? (por qual razão).
       Eu não sei por que você também não tem um blog. (por qual motivo).




2ª: Por quê? (separado e com acento) - Usa-se no final de frases interrogativas, sempre antes de ponto (exclamação, interrogação, final). O sentido de "por qual motivo" ou "por qual razão" continua vigorando também aqui.
Ex.: Você não tem um blog. Por quê?





3ª: Porque (junto e sem acento) - Usa-se sempre em respostas. É conjunção causal ou explicativa e tem valor de "pois", "uma vez que", "para que". 
Ex.: Eu possuo um blog porque tenho necessidade de me comunicar com o mundo (pois).      



4ª: Porquê (junto e com acento) - Usa-se sempre que vier precedido do artigo o. também pode vir acompanhado de numeral, pronome ou adjetivo.
Ex.: Eu não sei o porquê de você não criar um blog. (motivo, razão).



RESUMINDO...
POR QUE - usado em frases interrogativas (diretas e indiretas) para perguntas.
POR QUÊ - usado no final de frases.
PORQUÊ - usado sempre que for precedido do artigo o ou acompanhado de pronome, adjetivo ou  numeral.
PORQUE - usado sempre em respostas, em frases afirmativas para explicação ou causa.

- Por que você tem um blog?
- Porque tenho necessidade de comunicar-me.
- E você não cria um blog, por quê?
- Sinceramente, ainda não sei o porquê de não ter criado um blog.

Espero que as dicas tenham sido úteis.

Carpe diem!!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

DICAS DE PORTUGUÊS

Olá, pessoal! Esses dias dei uma sumida básica, pois a correria estava muita, mas estou aqui de novo; desta feita com algumas dicas do nosso português.

Muitas pessoas me perguntam sobre o emprego das palavras onde e aonde. É uma atrapalhação danada; é uma mistura terrível; a maioria das pessoas não consegue fazer distinção, não consegue empregar corretamente essas palavras.

Tanto ONDE quanto AONDE são advérbios e são empregados para indicar lugares, só que apresentam algumas diferenças.
  Vamos então, a algumas dicas básicas:

1. AONDE só se emprega com verbos que indicam movimento, tais como: ir, chegar, dirigir-se, etc. Isso porque o a, preposição de aonde indica que essa palavra deve ser empregada com os verbos que pedem a preposição e a orações que indicam/sugerem movimento. Ou seja, AONDE é resultado da combinação da preposição a + onde = AONDE
Exemplos: Aonde você vai? (Ir= verbo de movimento).
              Eu vou aonde meu desejo me levar (Ir= verbo de movimento).

2. ONDE é empregado de forma contrária a AONDE, ou seja, com verbos que NÃO indicam movimento e que não pedem a preposição a. ONDE faz referência  a lugar,o lugar em que se está ou em que se passa alguma situação; indica a permanência e é usado quando a ideia de movimento não está presente. Em suma, seu emprego indica o lugar em que ocorre a ação ou o estado verbal.
Exemplos: Onde você passou o feriado? (indica o lugar que remete à ação verbal).
                 Não conheço a cidade onde minha esposa nasceu.(onde= faz alusão a um lugar físico)

OBS.: ONDE somente deve ser empregado para designar locais físicos; não se refere a pessoas.

Eu vejo sempre as pessoas falarem frases do tipo: "Foi um passeio agradável onde todos se divertiram". Nesse caso não se usa nem AONDE nem ONDE e sim EM QUE. Então, a frase ficaria assim: "Foi um passeio agradável em que todos se divertiram". 


Bem, espero que vocês não esqueçam mais:

AONDE - usar com verbos que exigem preposição e indiquem movimento.

ONDE - usar com verbos que façam referência a locais físicos, com verbos estáticos, que não indicam movimento.

Carpe diem!!