Pesquise assuntos deste blog:

Mostrando postagens com marcador valorização. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador valorização. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de julho de 2015

VALORIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO! VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES!

Estou de volta!! Aleluia!!

Hoje quero refletir com vocês sobre um assunto recorrente, rotineiro, porém, não menos importante nos dias atuais: a situação da educação no Brasil e, consequentemente a desvalorização dos professores.

A educação brasileira, contrariando as estimativas e afirmativas das autoridades, ainda deixa muito a desejar. Uma educação de qualidade perpassa pelas metas que se estabelece, a fim de alcançar resultados positivos, satisfatórios.

Para que se tenha índices satisfatórios, resultados positivos na prática, é preciso que se invista na qualificação dos professores, em salários dignos, em condições de trabalho, no estudante real, oportunizando o acesso à tal educação de qualidade tão desejada por todos os brasileiros.

Futucando aqui meu PC, achei um texto interessante de Joaquim Antonio Ferreira de Souza, o qual tem uma história de lutas sindicais e é considerado um grande divulgador da cultura sergipana. Tal texto trata das questões ligadas à luta dos professores por melhores condições de trabalho, da repressão sofrida, não apenas nessa greve histórica no Paraná, mas creio que, a vara que fere é conhecida por todos os educadores. Eu que o diga, por experiência própria, o sofrimento que nós, professores baianos passamos numa também histórica greve, sob a tirania de um governo corrupto, cruel e clientelista, ou melhor, "porcorativista" que nos oprimiu, perseguiu e nos sugou, esgotou as expectativas, esperanças e...paciência!. 

Bem, falar sobre o descaso com a educação nesse país me causa muita indignação, acho melhor partir imediatamente para o texto de Joaquim Antonio para eu não me apropriar da postagem inteira...rss.

Vamos ao texto... 

QUANDO SE FERE UM PROFESSOR

É de certo que professor nesse país sempre apanhou. Apanha pela falta de reconhecimento, apanha pelo salário indigno, apanha pela luta histórica por um sistema educacional que o tenha como umas das peças fundamentais da construção de uma educação de qualidade, apanha pela rotina de trabalho, apanha pela desmotivação dos alunos, apanha pelo sistema educacional defasado, com seus critérios retrógrados de avaliação, apanha pela obrigatoriedade de cumprir um programa pedagógico que não condiz com o que ele acredita, nem condiz com a realidade do aluno, servindo de ferramenta para a sua vida prática. Apanha consequentemente pelo simples fato de ter abraçado essa profissão.
 
Agora os professores, mais uma vez, apanharam literalmente no Paraná. Foram mordidos por cães, feridos por bombas de borracha e tratados como marginais. Apanharam do poder público, do poder uniformizado amparado pelo Estado.
 
Um país que bate em professor, diz muito da importância com que trata a educação. Diz muito da valoração de um mestre, responsável, inclusive, pela formação dos filhos daqueles que os espancaram em via pública, e dos filhos daqueles que legitimam essa ação.
 
Segundo a policia alguns professores estavam armados, por isso o motivo do confronto. Mas sabemos que a arma do professor, aquela da qual o Estado teme, é outra. É a arma que prepara cidadãos e os torna livres do voto de cabresto, os torna livres da manipulação, lhe possibilita uma condição mais digna de cidadão e o torna um ser mais pensante e ativo, como desejam os professores de fato comprometidos com o seu ofício.
 
Quando se tortura um professor, não está se torturando apenas um corpo físico. Tortura-se o corpo simbólico. Tortura-se o conhecimento, tortura-se a já desacreditada educação. A tortura não espanca apenas o ser, tortura a esperança na renovação de uma das mais dignas e significantes profissões para a formação de um povo. Quando se bate em um professor, bate-se também no aluno, que já não será tão bem mais iluminado por essa chama, que depende da autoestima do seu mestre. Um Estado que espanca um professor, provoca uma sangria em toda uma comunidade: sangra a escola, sangram os alunos, sangra o saber, sangra a esperança, destrói o simbólico, nos desampara da crença em um país que não se modificará, porque ferida estará a alma dos seus mestres, iluminadores de tantas outras almas. Professores são faróis, centelhas de um povo que vive na escuridão do atraso social e político, de um Estado que fecha as portas da esperança de um povo, que precisa com urgência atravessar esse túnel obscuro, o da falta de conhecimento.
 
Quando um professor sangra, a vida sangra junto com ele.

                                                                  (Joaquim Antonio - Banda Casaca de couro)

 


É preciso que as autoridades e a sociedade, de forma geral valorize mais os professores, seu trabalho, sua trajetória, seu papel, sua real importância para que a história dessa nação seja transformada para melhor, para que possamos exercer a nossa cidadania...de fato e de direito!

CARPE DIEM!!!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES E PROFESSORAS

Olá, queridos leitores!

Desculpem pela demora nas postagens; a vida tá elétrica e ao mesmo tempo muito passiva. Não entendeu? É melhor ficar sem entender mesmo...rsss.

Hoje vamos refletir um pouco sobre o valor do(a) professor(a).

Estamos vivendo atualmente um momento de muita desvalorização na educação. Os profissionais em educação reclamam e sofrem constantemente essa triste realidade. 

Não há como negar que existem profissionais na área da educação, que não têm nenhum compromisso com o que fazem, com os estudantes e, consigo mesmos. Daí, formarem estudantes/profissionais que não apresentam a mínima condição de exercerem a profissão para a qual foram “preparados”. 

Obviamente que não podemos colocar a culpa meramente nos educadores ou nos estudantes que não se sentem motivados ou não apresentam interesse. Esse assunto dá pano pra manga, uma vez que, muitos são os culpados e muitas as vítimas também. 

Uma reportagem, publicada pela revista Veja (ed. 2308, ano 46, n.7- fev. 2013), aponta uma pesquisa recente, realizada nos EUA, em que evidencia a importância do bom professor. O estudo mostra que alunos que estudaram com bons professores, que foram marcados positivamente por eles, têm uma forte tendência a serem promissores em sua vida profissional e pessoal, e isso não se restringe ao período escolar, mas perdura por toda a vida.  


 No Brasil, especialmente na Bahia, sofremos essa realidade de descaso, de falta de valorização e de muita descrença no sistema, nos políticos que temos. O que não nos impede de sermos éticos e comprometidos, de levarmos à frente nossos ideais e mantermos o compromisso com as pessoas, com as quais nos propusemos a trabalhar, no caso os estudantes. 

Não creio que os resultados dessa pesquisa realizada nos EUA, apresentem resultados diferentes aqui no Brasil, não. O estudo afirma que “boa educação melhora a saúde, diminui a criminalidade e aumenta o salário” (IOSCHPE, VEJA, p. 80, 2013), isso, no que diz respeito aos alunos. No que se refere ao professor, ─ afirmo eu ─, não deve ser diferente. Espero que os governantes que se dizem preocupados com a educação nesse país, assimilem essa verdade e respeitem mais os profissionais em educação e todos os cidadãos que merecem uma verdadeira educação de qualidade.

(Abigail dos Santos Fonseca - Texto publicado no Jornal do Planalto - Cruz das Almas - BA)

CARPE DIEM!!!

Uma educação de qualidade começa com a valorização do educador. Esta valorização advém do respeito proveniente do reconhecimento.
                                                                                   Flávia Laia